Criação, evolução e hermenêutica: tendências recentes no adventismo
DOI:
https://doi.org/10.19141/1809-2454.kerygma.v17.n1.pe01564Palabras clave:
Adventismo, Doutrina, teologia e ciência, HermenêuticasResumen
Resumo: Os adventistas do sétimo dia, desde os seus primórdios, se consideram como um movimento religioso que baseia suas crenças na Bíblia e defende a criação histórica em seis dias literais. Recentemente, propostas que confrontam essa crença têm surgido no meio adventista causando certa reflexão acerca de assuntos até então não discutidos. Entretanto, como esse debate envolve o antigo conflito entre teologia e ciência, é necessário reconhecer que geralmente as discussões se resumem a conflitos entre diferentes interpretações e percepções, sendo que pouca atenção é dada aos pressupostos filosóficos de cada modelo.
Objetivo: Identificar as pressuposições hermenêuticas mais abrangentes que influenciam as principais propostas acerca do debate entre criação e evolução no adventismo.
Metodologia: Através de um levantamento bibliográfico dos escritos de Desmond Ford, Fritz Guy e Roy Graf, este artigo destaca, sem exaurir o tema, os principais proponentes de três diferentes modelos, denominados respectivamente nesta pesquisa de: progressivo (Ford), moderno (Guy) e histórico (Graf).
Resultados: As diferenças doutrinárias dentro do adventismo são condicionadas por bases filosóficas (ontológicas) profundas, sendo que uma análise hermenêutica (e não meramente doutrinária) do debate entre criação e evolução revelam os diferentes paradigmas que atuam como chaves de interpretação para Ford, Guy e Graf, sendo que o último modelo parece se adequar mais com toda a informação fornecida pelas Escrituras e com o sistema filosófico adventista.
Conclusão: Realmente, diferentes bases filosóficas e pressupostos moldam a cosmovisão de tal forma que é possível perceber diferentes interpretações do texto bíblico mesmo dentro de um único movimento religioso. Isso se deve à influência de diferentes fontes de teologia além da Bíblia no processo. Também se percebe a necessidade de, em futuras pesquisas sobre as crenças adventistas e diferentes propostas, sempre reconhecer a necessidade de ir além do debate doutrinário e exegético, buscando perceber os diferentes paradigmas de cada intérprete e suas implicações na formulação teológica.
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