A influência da educação escolar adventista na identidade e na fé de adolescentes
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Palavras-chave

Adolescência

Identidade
Crise de Identidade
Skinner
Fowler
Educação Adventista.

Como Citar

Suárez, A. (2006). A influência da educação escolar adventista na identidade e na fé de adolescentes. Kerygma, 2(1), 64-65. Recuperado de https://revistas.unasp.edu.br/kerygma/article/view/304

Resumo

 O objetivo desta pesquisa foi compreender a influência da educação escolar adventista na formação da identidade e fé dos adolescentes. Foram entrevistadas 12 adolescentes do 3º ano do Ensino Médio, com idades entre 17 e 18 anos, do sexo feminino, estudantes matriculadas no Colégio Adventista de Campinas e Colégio Adventista de Hortolândia, duas cidades do interior de São Paulo. A análise foi realizada apoiada nos modelos teóricos de Erik Erikson e James Fowler. Adotou-se uma metodologia qualitativa, mediante a análise do conteúdo das informações fornecidas nas entrevistas semi-estruturadas realizadas com informantes voluntárias, encontradas a partir de uma listagem fornecida pelos Colégios e por convites diretos. A análise dos dados revelou que a Educação Adventista influenciou a identidade deste grupo de adolescentes, favorecendo a postura aquisidora de identidade, promovendo a formação de adolescentes maduras e sadias que, havendo questionado as possibilidades e alternativas, podem enfrentar as crises e seguir seguras do que são e do que querem ser. Observou-se também que a fé deste grupo de adolescentes foi influenciada pela convivência com o ambiente educacional adventista, o qual fundamentou a existência das adolescentes de maneira significativa, atribuindo-lhes estrutura valorativa, estrutura de significação e sentido da vida. Notou-se que não houve impacto na fé enquanto conjunto de credos religiosos – pelo menos não em termos de adesão declarada à Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) – posto que as seis entrevistadas não adventistas, que estudaram durante todo o Ensino Básico nas Escolas Adventistas, saíram do Ensino Médio mais convictas de seus próprios conceitos religiosos. Quanto à crise de identidade, as entrevistas apontam para a possibilidade de que o diálogo praticado pelos professores e sua postura como modelos positivos – por vezes até exercendo a função de pais – foram importantes para as adolescentes, ajudando-as a tomar decisões apropriadas em momentos críticos, assim como favorecendo a valorização pessoal, em situações que a baixa auto-estima aflorava. Algumas adolescentes manifestaram a necessidade de alguns professores melhorarem seu relacionamento com os alunos; elas acreditam que essa proximidade poderia otimizar o aprendizado. Finalmente, fizeram observações quanto às aulas de Ensino Religioso, no sentido de que estas deveriam ser mais contextualizadas à necessidade da classe, e não limitar-se ao discurso puramente religioso.

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