Línguas do céu e da terra: a variedade de interpretações da glossolalia
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Palavras-chave

glossolalia
falar em línguas
diglossia
dom
sinal
interpretação de línguas
Espírito Santo.

Como Citar

Benedicto, M. (2007). Línguas do céu e da terra: a variedade de interpretações da glossolalia. Kerygma, 3(1), 7-22. Recuperado de https://revistas.unasp.edu.br/kerygma/article/view/274

Resumo

A glossolalia, um dos fenômenos mais pesquisados do mundo cristão, pode ser vista a partir de três perspectivas básicas: (1) como uma expressão normal de línguas conhecidas, mas impróprias para a ocasião, violando a diglossia estabelecida (modelo naturalístico), (2) como uma expressão sobrenatural de línguas humanas não aprendidas (modelo miraculoso) e (3) como uma expressão entusiástica de fala inarticulada (modelo extático). O padrão bíblico parece se encaixar melhor com o modelo miraculoso, mas pode incluir elementos do modelo extático. Para Lucas e Paulo, o dom de línguas é uma elocução inspirada e inteligível, com múltiplos propósitos, conteúdo revelacional/doxológico e uma fonte/origem (o Espírito). Após décadas de pesquisa, o fenômeno continua ambíguo, mas algumas “certezas” provisórias podem ser esboçadas: (1) a compreensão da glossolalia depende das pressuposições teológicas da pessoa; (2) o fenômeno glossolálico não é peculiar ao carismatismo cristão; (3) a glossolalia pode ter múltiplas fontes; (4) a glossolalia moderna pode ser identificada com um comportamento aprendido e não apresenta conteúdo inteligível; (5) a glossolalia tem uma dimensão comunitária; (6) a glossolalia implica um estado alterado de consciência; (7) a pesquisa atual sobre a glossolalia parece ser mais objetiva; (8) a glossolalia não deve ser considerada um sinal de ortodoxia ou status espiritual mais elevado; (10) a glossolalia no  ambiente cristão deve ter um mínimo de correspondência com o fenômeno descrito no Novo Testamento.

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