A cultura helênica e o Novo Testamento
Palavras-chave:
Novo Testamento, Helenismo, CulturaResumo
As várias distâncias que nos separam dos tempos do Novo Testamento: temporal, geográfica, linguística, cultural, social, política, econômica, religiosa, tornam, por maior que seja o esmero na busca de familiaridade com os textos bíblicos com a leitura diária da Escritura, difícil uma interpretação mais palpável e verdadeira. E, essas as características linguísticas, literárias e culturais do recorte histórico Neotestamentário são circunscritas pela forte influência helenística. O helenismo advém do processo de Alexandre o Grande (330 a.C.) e seus sucessores que legaram muito da cosmovisão grega, mas também receberam muitas heranças de povos conquistados. Por isso, Helenismo foi um novo mundo grego, a estratégia de Alexandre Magno incluía para governar nações conquistadas acomodação e assimilação. Ele fazia com que soldados desposassem mulheres locais e despois permanecessem como funcionários do império. Desse modo, cidades outrora pérsias, egípcias e indianas eram transformadas em cidades gregas. Foi uma invasão de ideais que formou uma cultura híbrida que os historiadores denominaram de Helenismo.
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