Veritas Antigua - Revista de Arqueologia e Ciências Bíblicas
https://revistas.unasp.edu.br/veritasantiqua
<p>A <strong>Veritas Antiqua – Revista de Arqueologia e Ciências Bíblicas</strong> é um periódico científico de acesso aberto, mantido pelo <strong>Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP)</strong>, dedicado à produção, disseminação e valorização do conhecimento acadêmico nas áreas de Arqueologia, Estudos Bíblicos, História Antiga, Religião e campos interdisciplinares relacionados.</p> <p>A revista tem como propósito promover o diálogo científico entre pesquisadores nacionais e internacionais, incentivando investigações originais que contribuam para a compreensão das sociedades antigas, dos contextos históricos e culturais dos textos bíblicos e das relações entre religião, cultura e patrimônio histórico.</p> <p>Com publicação em <strong>fluxo contínuo</strong>, a <em>Veritas Antiqua</em> busca ampliar a circulação do conhecimento científico, promovendo o rigor metodológico, a integridade acadêmica e a internacionalização da pesquisa.</p>UNASPRESSpt-BRVeritas Antigua - Revista de Arqueologia e Ciências BíblicasA relação entre tipologia e intertextualidade
https://revistas.unasp.edu.br/veritasantiqua/article/view/2275
<p>Tipologia é a principal maneira que os autores do Novo Testamento interpretam o Antigo Testamento, embora não seja a única. Por isso, o estudo sobre a relação entre Antigo e Novo Testamentos deve levar em conta esse campo de pesquisa. Embora a leitura tipológica do Antigo Testamento remonte aos próprios autores do Novo Testamento, muitos aspectos da teoria e prática da tipologia ainda são controversos hoje em dia. Entre eles estão a própria definição de tipologia, a distinção entre tipologia e alegoria, a presença ou ausência do elemento preditivo no contexto veterotestamentário e a relação entre tipologia e intertextualidade. Este trabalho lida com o último aspecto. Do ponto de vista metodológico, como tipologia é entendida à luz de padrões forjados pela promessa e materializados numa teia de correspondências no contexto canônico, a discussão sobre ela precisa levar em conta a questão da intertextualidade. Consequentemente, uma compreensão clara do reuso bíblico é fundamental em qualquer exploração sobre o tema, pois no final, tipologia só é reconhecida através do uso rico e multifacetado de paralelos. No que diz respeito à intertextualidade, muita confusão tem existido não apenas do ponto de vista metodológico como manifestado na aguda “paralelomania” que atinge a produção acadêmica na área, mas também do ponto de vista conceitual como manifestado na falta de clareza sobre o que intertextualidade realmente é. Aprofundar essa discussão, elaborando um melhor entendimento de intertextualidade através de um marco metodológico mais adequado para o seu uso, pode contribuir para a leitura tipológica do Antigo Testamento e da relação entre os testamentos.</p>Jônatas de Mattos Leal
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2026-10-132026-10-131e02275e02275As Escrituras de Israel e a Igreja: Um panorama do uso do Antigo Testamento em 1 Pedro
https://revistas.unasp.edu.br/veritasantiqua/article/view/2276
<p>A Primeira Epístola de Pedro estabelece uma complexa rede de relações com o Antigo Testamento, revelando a importância dessa conexão para compreender a profundidade e os significados multifacetados da carta, bem como sua relevância para a fé cristã. Este estudo, a partir de um diálogo com autores de referência no estudo de 1 Pedro, examina como o Antigo Testamento funciona como um alicerce para a epístola, influenciando sua linguagem, teologia e pensamento. O autor da carta recorre às Escrituras judaicas como fonte de autoridade, base para uma exegese que ilumina a vida e a obra de Jesus Cristo e como recurso retórico e pastoral para encorajar os destinatários. Por meio de imagens e elementos que conectam a realidade do povo hebreu do passado com a da igreja cristã, são desenvolvidos temas como a identificação da igreja como o novo Israel; a cristologia, que enfatiza o papel salvífico e exemplar de Jesus; a salvação, a santidade e a ética cristãs; além do sofrimento e da perseguição enfrentados com fé e perseverança pelo povo de Deus. Conclui-se que essa profunda relação com as Escrituras veterotestamentárias enriquece de modo essencial a teologia de 1 Pedro.</p>Eduardo Rueda Neto
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2026-10-132026-10-131e02276e02276A cultura helênica e o Novo Testamento
https://revistas.unasp.edu.br/veritasantiqua/article/view/2277
<p>As várias distâncias que nos separam dos tempos do Novo Testamento: temporal, geográfica, linguística, cultural, social, política, econômica, religiosa, tornam, por maior que seja o esmero na busca de familiaridade com os textos bíblicos com a leitura diária da Escritura, difícil uma interpretação mais palpável e verdadeira. E, essas as características linguísticas, literárias e culturais do recorte histórico Neotestamentário são circunscritas pela forte influência helenística. O helenismo advém do processo de Alexandre o Grande (330 a.C.) e seus sucessores que legaram muito da cosmovisão grega, mas também receberam muitas heranças de povos conquistados. Por isso, Helenismo foi um novo mundo grego, a estratégia de Alexandre Magno incluía para governar nações conquistadas acomodação e assimilação. Ele fazia com que soldados desposassem mulheres locais e despois permanecessem como funcionários do império. Desse modo, cidades outrora pérsias, egípcias e indianas eram transformadas em cidades gregas. Foi uma invasão de ideais que formou uma cultura híbrida que os historiadores denominaram de Helenismo.</p>Misael Amaral
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2026-10-132026-10-131e02277e02277O mito das “prostitutas cultuais”: Relatos de mulheres líderes de templos nas cidades de Corinto e Éfeso
https://revistas.unasp.edu.br/veritasantiqua/article/view/2278
<p>O presente artigo analisa o mito da prostituição sagrada no mundo greco-romano e propõe uma recontextualização socio-histórica das passagens do apóstolo Paulo sobre o silêncio e a submissão feminina nas igrejas de Corinto e Éfeso (1Co 14:34-35; 1Tm 2:11-13). A historiografia tradicional frequentemente utilizou a suposta prostituição de cultos pagãos para fundamentar tais passagens paulinas. No entanto, análises historiográficas e arqueológicas recentes apontam que essa prática se baseia em relatórios históricos imprecisos, sobretudo de Heródoto e Estrabão, e em equívocos de tradução do termo <em>hierodoule</em>. A partir da revisão metodológica de fontes primárias, inscrições epigráficas e evidências materiais, demonstra-se que as sacerdotisas greco-romanas não praticavam prostituição ritual, mas ocupavam posições de elevado prestígio, autonomia econômica, poder político e liderança pública. Conclui-se que o comando paulino ao silêncio feminino não visava conter um comportamento desonroso nem se respaldava na prostituição cultual, mas respondia ao contexto de cidades helenizadas onde o forte protagonismo das sacerdotisas de divindades femininas, como Afrodite e Artêmis, gerava uma autopercepção de superioridade social entre as mulheres recém-convertidas, exigindo a reafirmação de um modelo de mutualidade comunitária.</p>Carina Oliveira Prestes
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2026-10-132026-10-131e02278e02278Textos proféticos entrecruzados: Uma análise do processo de migração de linguagens nos profetas bíblicos
https://revistas.unasp.edu.br/veritasantiqua/article/view/2279
<p>Os textos dos profetas bíblicos se apresentam permeados de intertextos de tradições e textos mais antigos. Esses intertextos ocorrem na forma do emprego comum de nomes, figuras, imagens e termos técnicos. Os intertextos evidenciam o fenômeno do entrecruzamento dos textos bíblicos entre si, mas também entre eles e textos da cultura do antigo Oriente Próximo. Essa característica de linguagem e de temáticas sugere a problemática deste artigo, de que o texto profético não parece resultar de comunicação visionária exclusivamente, mas também do empenho intelectual e da memória textual e linguística dos profetas. O objetivo desta análise é evidenciar intertextos nos profetas da Bíblia Hebraica e destacar o conhecimento literário deles acerca das Escrituras e da cultura de seu tempo. Aplica-se nesta análise os conceitos de textos e entrecruzamento textual conforme desenvolvidos pela semiótica da cultura, que também explicita o processo de migração dos textos na semiosfera das culturas antigas. O corpus de análise são textos dos profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, os quais entrecruzam elementos textuais e temáticos da narrativa das origens em Gênesis e de narrativas míticas antigas do combate com as forças do caos.</p>Vanderlei Dorneles
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2026-10-132026-10-131e02279e02279