Docent Discunt https://revistas.unasp.edu.br/rdd <p>A <strong>Revista Docent Discunt (RDD)</strong>, <em>ISSN 2763-5163</em>, é um periódico <strong>Qualis B2</strong> de fluxo contínuo, publicado pelo Mestrado Profissional em Educação do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). A RDD tem como missão a divulgação do conhecimento científico na área de educação, didática e áreas correlatas de forma a expandir o pensamento e a prática educacional através de trabalhos originais da área ou que dialogam com as esferas do campo educacional. O periódico tem como intuito promover a divulgação do conhecimento no âmbito educacional e suas nuances, com enfoque nas linhas de pesquisa do mestrado: Formação de Professores e Gestores Educacionais.</p> <p>A <strong>RDD</strong> é editada pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). Adicionalmente, o UNASP mantém uma parceria internacional com a <a href="https://lp.unasp.br/andrews/" target="_blank" rel="noopener"><em>Andrews University </em>(Estados Unidos)</a>.</p> <p><strong>e-ISSN</strong>: <a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/2763-5163" target="_blank" rel="noopener"><strong>2763-5163</strong> </a>| <strong>Ano de criação</strong>: 2020 | <strong>Área do conhecimento</strong>: Educação e áreas correlatas|<strong>Qualis</strong>: C (2017-2020)|</p> Unaspress — Editora Universitária Adventista pt-BR Docent Discunt 2763-5163 <p><strong>Declaração de direito autoral</strong></p> <p>Declaro (amos) que a revista&nbsp;<strong>Docent Discunt </strong>está autorizada a publicar e alterar o texto inédito e original de minha (nossa) autoria, submetido para avaliação neste periódico, a fim de "maximizar a disseminação da informação".&nbsp;Concordo (amos) em compartilhar os direitos&nbsp;autorais&nbsp;a ele referentes com a Unaspress e com o Unasp, sendo que seu&nbsp;“conteúdo, ou parte dele,&nbsp;pode ser copiado, distribuído, editado, remixado e utilizado para criar outros trabalhos,&nbsp;sempre dentro dos limites da legislação de&nbsp;direito&nbsp;de autor e de&nbsp;direitos&nbsp;conexos”.&nbsp;</p> <p>Reconheço (Reconhecemos) ainda que&nbsp;<strong>a Revista Docent Discunt </strong>está licenciada sob uma&nbsp;<strong>LICENÇA CREATIVE COMMONS - ATTRIBUTION 4.0 INTERNATIONAL (CC BY 4.0)</strong>&nbsp;e que esta obra também estará licenciada com uma Licença&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional</a>,&nbsp;caso seja aceita e publicada.</p> <p>Dito isto, <strong>Permito (permitimos)</strong> que as instituições citadas acima remixem, adaptem, criem e distribuam, a partir deste trabalho, mesmo que para fins comerciais, desde que atribuam o devido crédito ao(s) autor(es) pela criação original.</p> Educação Bilíngue com Abordagem STHEAM no Ensino de Ciências para Crianças Surdas https://revistas.unasp.edu.br/rdd/article/view/2084 <p><strong>Objetivos:</strong> Analisar o Ensino de Ciências para crianças surdas a partir da perspectiva da educação bilíngue, considerando a língua brasileira de sinais – Libras como primeira<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> língua e a língua portuguesa escrita como segunda, e discutir o potencial da abordagem STHEAM como estratégia pedagógica transdisciplinar, inclusiva e sensível às especificidades linguísticas, culturais e sociais desse público.</p> <p><strong>Métodos:</strong> Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, com abordagem qualitativa, fundamentada na análise de produções acadêmicas sobre educação bilíngue, Ensino de Ciências e abordagem STHEAM, bem como em legislações brasileiras relacionadas à inclusão e acessibilidade de pessoas surdas. A discussão é articulada a propostas de atividades pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).</p> <p><strong>Conclusões:</strong> Conclui-se que a educação bilíngue associada à abordagem STHEAM apresenta potencial para promover práticas pedagógicas mais inclusivas no Ensino de Ciências para crianças surdas, ao valorizar a Libras, a cultura surda e a transdisciplinaridade. Embora não elimine todos os desafios da inclusão, a proposta contribui para uma mediação docente mais sensível às diferenças e às necessidades dos estudantes.</p> <p><strong>Contribuições Teóricas:</strong> O estudo amplia o debate sobre inclusão educacional de alunos surdos ao articular bilinguismo, translinguagem e abordagem STHEAM, destacando a centralidade das humanidades na construção de práticas pedagógicas críticas, inclusivas e contextualizadas no Ensino de Ciências.</p> Sâmia Silva Renata Lemos WELBERTH FERREIRA Copyright (c) 2026 Docent Discunt https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-02-25 2026-02-25 7 e02084 e02084 10.19141/2763-5163.docentdiscunt.v7.n00.pe02084 Efeitos das Variáveis Psicolinguísticas na Leitura e Escrita de Crianças em Alfabetização Inicial: Regularidade, Frequência, Comprimento e Lexicalidade https://revistas.unasp.edu.br/rdd/article/view/2093 <p><strong>Objetivos:</strong> Investigar os efeitos das variáveis psicolinguísticas — regularidade ortográfica, frequência lexical, comprimento e lexicalidade — sobre o desempenho em leitura e escrita de palavras e pseudopalavras em crianças do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental com dificuldades na compreensão do princípio alfabético.</p> <p><strong>Métodos:</strong> Trata-se de um estudo com delineamento quase-experimental, com grupo de comparação, envolvendo 48 crianças com idades entre 6 e 9 anos (M = 89,38 meses). Foram aplicadas tarefas de leitura e escrita de palavras e pseudopalavras. Os dados foram analisados por meio de ANOVA fatorial com medidas repetidas (MR), considerando as variáveis psicolinguísticas investigadas.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os resultados indicaram efeitos estatisticamente significativos das variáveis regularidade, comprimento e frequência na leitura, além de desempenho significativamente superior do grupo intervenção. Na escrita, os efeitos de regularidade foram mais robustos, sugerindo maior uso da rota fonológica. Embora a variável lexicalidade não tenha apresentado efeito significativo intragrupos, o grupo intervenção demonstrou maior acurácia tanto na leitura de palavras quanto de pseudopalavras, evidenciando maior eficiência nos processos de decodificação.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> Os achados corroboram o modelo de dupla rota e indicam que, em leitores iniciantes, o processamento da leitura e da escrita depende predominantemente da conversão grafema–fonema, modulada por variáveis psicolinguísticas. Os resultados reforçam a importância da instrução fônica explícita para o desenvolvimento das habilidades iniciais de leitura e escrita, especialmente em crianças com dificuldades na compreensão do princípio alfabético.</p> Solange de Fatima Andreassa Di Agustini Copyright (c) 2026 Docent Discunt https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-03-10 2026-03-10 7 e02093 e02093 10.19141/2763-5163.docentdiscunt.v7.n00.pe02093 O Caminho das Pedras e a Prática nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Docente - 2002 – 2024 https://revistas.unasp.edu.br/rdd/article/view/2087 <p><strong>Objetivos:</strong> Descrever e analisar a configuração e o papel da Prática como Componente Curricular (PCC) nas quatro últimas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica, no período de 2002 a 2024.</p> <p><strong>Métodos:</strong> A pesquisa caracteriza-se como documental de natureza comparativa, utilizando as DCNs como fontes primárias. O procedimento analítico consistiu na confrontação das normativas em diferentes períodos históricos, buscando identificar continuidades, rupturas e reconfigurações na inserção da PCC.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os resultados evidenciam que as DCNs de 2002 consolidaram a PCC como elemento estruturante da formação docente, com carga horária mínima de 400 horas e caráter transversal. As DCNs de 2015 ampliaram essa perspectiva, destacando programas como o PIBID e fortalecendo a formação geral. Já as DCNs de 2019 mantiveram a PCC, porém subordinada às competências da Base Nacional Comum Curricular. Por fim, as DCNs de 2024 eliminaram a PCC, substituindo-a por Atividades Curriculares de Extensão, configurando uma ruptura significativa.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> Conclui-se que a exclusão da PCC nas DCNs de 2024 representa um retrocesso na formação docente, ao fragilizar a integração entre teoria e prática. Tal mudança decorre de uma conciliação política que compromete a centralidade do saber-fazer na constituição da identidade profissional docente.</p> Sônia Lima Selma Fonseca Copyright (c) 2026 Docent Discunt https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-01 2026-04-01 7 e02087 e02087 10.19141/2763-5163.docentdiscunt.v7.n00.pe02087